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Com o pé no mundo! Ai ai…

Atualizado: 4 de out. de 2024


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Levei o Alexandre numa recreação infantil. Lugar legal, espaço bom, proposta boa, mas a pratica não está alinhada com o discurso. Como é fácil tolher a criança né? Sem perceber os adultos impedem as crianças de descobrirem e pesquisarem os ambientes e os brinquedos. Não sei se é pra terem a sensação de que estão fazendo alguma coisa, de que estão brincando com a criança, ou acreditam que precisam tomar a dianteira e sempre ensinar algo. A verdade é que poucos educadores e lugares que se propõe a cuidar e interagir com crianças, principalmente as pequenas, respeitam o tempo e a curiosidade delas.


As crianças pequenas ainda não seguem regras de jogos e brincadeiras. A brincadeira para elas é a própria exploração do ambiente, dos objetos. E quando direcionamos a brincadeira não permitimos que a criança explore e crie sua própria forma de brincar e descobrir o mundo e suas possibilidades. Estamos matando a sua criatividade.

Outra coisa que eu percebi nesse lugar foi uma ansiedade por parte dos educadores em mostrar um monte de brinquedos ao mesmo tempo. Cada criança tem seu tempo. O Alexandre mal terminou de examinar um brinquedo e a educadora já veio mostrar outro ou convida-lo a brincar de  outra maneira. Uma maneira pronta, quadrada, dentro da caixa. Mas muito dentro mesmo. Não deixou que ele terminasse de experimentar e manusear o brinquedo. Ele não curtiu e percebi que mamou muito mais do que em outros momentos. Chorou. Se frustrou sem necessidade. Talvez para crianças maiores, que já compreendam mais as regras do jogo, funcione. Tem crianças maiores lá que gostam. Mas não é pra nós.

Quero meu filho livre. Regras ele vai aprendendo enquanto cresce, enquanto explora o mundo, enquanto interage com outras crianças e adultos que ele conhece e tem confiança. Não quero que agora, com dois anos, ele tenha que ser limitado em suas brincadeiras.

Tem duas semanas que ele começou na creche parental da minha vizinha. Aquela mesma que eu tinha ficado em dúvida por causa de umas modificações que teriam que ser feitas no ambiente para que eu me sentisse segura. Pois bem, eles fizeram as modificações e nós amamos! E é lá que ele vai ficar alguns dias da semana.

No primeiro dia ficamos o período todo de quatro horas. Ele se sentiu livre. Explorou, brincou, interagiu, me largou, não pediu pra mamar e na hora de ir embora não queria ir. Sentimos confiança nos educadores e vi meu filho feliz lá.

Estamos caminhando na adaptação dele e da minha também. Ele chora quando me despeço. E eu choro por dentro. A despedida é sempre difícil, mas o reencontro no fim do dia é maravilhoso. Seu sorriso quando me vê e sua alegria em me mostrar tudo o que fez naquelas horas em que estávamos separados é mágico!

Por enquanto está sendo assim. Um aprendizado pra nós dois. Uma nova fase. Uma transição da casa para o mundo. Mas eu ainda me pergunto: está na hora?

Simone

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Sou Simone Cortez, escritora, psicóloga clínica e intercultural, consultora materna e familiar.  

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