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E lá se vão dois anos… voando!

Atualizado: 4 de out. de 2024


farol

Imagem da internet


Estou aqui começando a pensar nos preparativos da festa de aniversário de dois anos do Alexandre. Dois anos! DOIS ANOS! Como pode? Passou tão rápido! E ao mesmo tempo tenho a sensação de que estou há uma eternidade nessa função de mãe. Prazerosa, não trocaria por nada, mas muito cansativa também.

Percebi nesses últimos (ou seriam primeiros?) dois anos que a minha percepção de tempo mudou. Sinto ele escorrer pelas minhas mãos, não tenho como controla-lo, não tenho como comandá-lo. Nem o tempo e nem a velocidade com que meu filho cresce. Mas o curioso é que quando estou com ele, parece que o mundo lá fora, o tempo, as coisas, não existem ou estão paradas. Parece que estou em outra dimensão. Em outra realidade.

A minha realidade é diferente. O meu tempo é diferente. É o tempo da vida que cresce, do ciclo que se fecha. Da nova fase que se inicia. Estamos passando pelo famoso terrible twos. Eles não são terríveis. Eles são difíceis. Tanto para quem cuida, como para a criança. É uma fase de descobertas, do mundo, do eu, da contestação, da percepção por parte da criança que ela é um indivíduo separado da mãe, e por isso mesmo, com vontades próprias. Ela se percebe no mundo. Ela quer o mundo. Ela tem desejos e opiniões próprias. É um ser que quer liberdade, mas não tem maturidade para tomar decisões. É um ser que quer seguir, mas não sabe como e nem para onde. É lindo ver a vontade de ganhar o mundo deles, mas é muito desafiador para nós mães termos que dar a esse ser o contorno do mundo de alguém que só tem vontade e não quer saber de direcionamentos.

Ele apenas quer ir. E deixo, na medida do possível. As frustrações começam a aumentar cada dia mais. As dele e as minhas. E ele não sabe como lidar com esse sentimento. E nem eu. Estamos aprendendo juntos. Ele explode. Chora. Grita. Esperneia. E eu sigo de braços abertos, colo em livre demanda. Amor incondicional. Por vezes, e não são poucas, eu também choro e me sinto perdida. Mas percebo que para além de não saber como agir nesses momentos, o que está por trás do meu choro e da minha frustração, é o cansaço. Então paro e me observo: de onde vem a minha falta de paciência, de saber lidar com as “birras” dessa fase? É ele quem tem que parar para eu me acalmar? Quem é o adulto aqui? Quem chegou agora na terra e não sabe nomear e nem como lidar com esses sentimentos que estão aflorando? Eu? Ele? Nós?

Nasceu um bebê. Nasceu uma mãe. Estamos nessa, juntos, pela primeira vez. Mas sem dúvida sou eu quem devo direcionar, mostrar o caminho, dar contorno e acolhimento. E quem cuida de mim? Eu mesma. E ele, com o seu sorriso, o seu amor e a sua inocente bondade. Ele me fragiliza, mas dessa fragilidade me torno cada vez mais forte e mais consciente do meu papel no mundo e no exemplo que quero ser para ele. Ele me inspira e me da coragem.

Não é fácil. De jeito nenhum. Mas quem disse que seria? Seguimos nos terríveis e maravilhosos dois anos, por mais dois, três, dez… anos.

Simone

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Sou Simone Cortez, escritora, psicóloga clínica e intercultural, consultora materna e familiar.  

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