O que precisamos para criar nossos filhos?
- simonecortez
- 3 de nov. de 2014
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de out. de 2024

Andei pensando e refletindo esses dias sobre o que precisamos para criar nossos filhos… Livros? Rede de apoio, virtual ou presencial? Profissionais? Teorias? Grupos de mães? Coaching?
Ando vendo e ouvindo muita mãe entregar a criação de seus filhos nas mãos de profissionais, teorias, teóricos… Mesmo aquelas, e principalmente aquelas, que escolheram uma maternidade ativa. Que ficam e se dedicam a maior parte do seu tempo para criá-los. Estão tão presas a teorias, ideias, conceitos, que não olham verdadeiramente para os seus filhos. Estão constantemente buscando o aval dos grupos e teorias para criarem seus filhos. Buscando fora o que está dentro.
A maternidade é solitária. Você pode e deve se relacionar com outras mães, trocar experiências, contar com elas. Participar de grupos, ler livros, buscar ajuda profissional. Mas é no dia a dia com o seu filho, que você vai encontrar senão todas, mas a grande maioria das respostas que você busca fora. É se libertando das regras e teorias muito bem intencionadas, claro, que você vai verdadeiramente nascer como mãe e enxergar as necessidades do seu filho.
Outro dia li um relato de um pai que estava aplicando uma determinada técnica com sua filha, uma técnica que na teoria é muito boa, que tem muito valor e tal, mas conforme fui lendo o relato dele, só via uma lição de casa e não uma relacionamento entre pai e filha. Ele se perdeu dela no momento em que pensava se estava fazendo corretamente o que sua mestre havia ensinado. Ele não estava enxergando e muito menos atendendo as necessidades da filha. Achei tão triste. Senti aquela menina tão sozinha. E ele, com as melhores intenções, e com todo amor que ele sente pela filha, conseguiu finalizar o “exercício”, mas perdeu uma chance enorme de estar com a filha.
É disso que eu falo quando digo que devemos esquecer todas as teorias, conselhos e pensamentos de fora.
Sou uma grande devoradora de livros. Estudo muito, até pela minha profissão, livros sobre maternidade e desenvolvimento infantil. Mas meu filho não é um estudo de caso. Ele não é um desenho de um livro. Ele é único. E só vou enxergá-lo se eu estiver verdadeiramente com ele. Passei também por esses momentos de aplicar técnicas de livros, de buscar teorias. Principalmente em momentos de crise, minha ou dele. E percebi que quanto mais eu buscava fora, mais eu me perdia dele. Todas as vezes que fiz isso, as crises demoraram mais a passar.
Não digo que seja fácil. Mas é de extrema importância e urgência que nos esforcemos todos os dias para estarmos e sentirmos nossos filhos.
Acho super válido que nos preparemos para sermos mães. Que procuremos nosso autoconhecimento. Mas quando você fizer isso, faça por você. Vá buscar ajuda para você. E quando estiver com seu filho, esteja com ele. Com seus medos e inseguranças. Com seus defeitos e qualidades. Com seus erros e seus muitos acertos. Mas esteja lá com ele. Olhe pra ele. Fique com ele. E quando precisar de ajuda, quando achar que não vai dar conta, procure ajuda, mas volte. Com sua sombra e sua luz.
É preciso se desconectar para se conectar.
Simone












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