É preciso saber parar!
- simonecortez
- 2 de out. de 2015
- 2 min de leitura
Tomei uma decisão: tirei o Alexandre da escola, que não é escola. O lugar é legal, a proposta muito boa, as famílias são legais e os educadores também. Mas a adaptação não rolou. Acho que desde o começo, lá em Abril, a coisa não estava fluindo.
Tentei diversas vezes me afastar aos poucos. Minha intenção era estar lá por perto, em outro ambiente, e quando ele sentisse necessidade de me ver, ele iria até mim e depois voltaria com a educadora. Mas ela estava muito resistente em tentar dessa forma e eu me vi sozinha. Eu fazia o movimento de encorajá-lo a voltar pra sala, mas ele sozinho não ia. E era eu mais uma vez que o estava deixando lá e não ele sendo convidado, conquistado e encorajado a ficar. Sei que dessa forma é mais trabalhoso, mas é proporcionalmente mais respeitoso.
No meu entendimento, são as pessoas do espaço que devem ter o trabalho, ou disposição, principalmente com crianças que demandam mais, de serem acolhedoras e se mostrarem confiáveis e carinhosas. Elas que deveriam ser capazes de criar um vínculo de confiança com a criança e não o contrário. Não é a criança que tem que se acostumar a ficar longe de casa e da sua família. Ela tem que ser cativada, conquistada ao ponto de se sentir tão segura, que dar tchau e ficar sem a mãe, seja uma coisa boa, uma experiência gostosa e prazerosa.
Então resolvi parar de insistir. É preciso saber a hora de parar de tentar. Tem coisa que não é pra ser e pronto. Sem mágoas e sem ressentimento. Não era pra nós. E como as coisas não acontecem por acaso, eu iria precisar mesmo fazer rearranjos nos meus horários e teria que tirá-lo de lá mais cedo ou mais tarde. Agora ele está sob os cuidados de uma pessoa aqui em casa, que o conquistou e ele fica super a vontade com ela. O ano que vem ele irá pra uma escola e aí será uma nova etapa nas nossas vidas. Seguimos!
Simone













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