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Em meio ao caos nosso de cada dia…

Estou iniciando uma nova etapa na minha vida: viver sem empregada. Sim, eu sei que é possível, que muitas pessoas vivem sem e bem (?), que dão conta de tudo (dão?). Mas o fato é que pra nós aqui em casa isso é uma novidade. Moramos em uma casa grande, com 4 cachorros e 6 gatos, 1 bebê de um ano e oito meses e um marido que sempre teve empregada a vida toda, que sabe fazer as coisas dentro de casa, mas que não tem o hábito.

Mais uma vez fomos abandonados pela mensalista que estava aqui em casa. Sim, a sensação é de abandono mesmo. Porque de uma hora pra outra ela não veio mais. Nos deixando no meio do caos e da sujeira, com muito serviço atrasado, após uma dedetização da casa e umas faltas seguidas dela. Cansados de passar por isso novamente, resolvemos que ficaríamos sem empregada doméstica por um tempo pra ver como nos adaptaríamos. Semana que vem começa uma faxineira duas vezes por semana e eu contratei uma lavanderia que virá duas vezes por semana retirar as roupas sujas e devolvê-las passadas.

Parece que resolvemos algumas coisas práticas da casa, mas estou me sentindo perdida. Estava acostumada a ter alguém pra me ajudar. Cuido do meu filho sozinha, sem babá. Fiz essa opção e não me arrependo. Mas eu não precisava me desdobrar para arrumar a casa, cozinhar e cuidar dele. Esse ano eu voltei a trabalhar. Aos poucos fui voltando, já que tinha alguém aqui em casa pra me ajudar. Agora não sei como será. Atendo em casa, mas sem ter alguém pra ficar com ele enquanto atendo, é inviável. Terei que pensar em alternativas para isso também. Mas o que eu queria realmente dizer é que nessa vida nada é linear. Tudo foge do nosso controle. Temos que tomar as rédeas das nossas vidas nas mãos. Não podemos delegar ao outro, ou esperar do outro, que cuidem de nossas vidas, de nosso tempo, de nossos filhos… Desse caos que eu me encontro agora, há de brotar coisas boas! Ainda estou no olho do furacão. Enxergando tudo cinza e sem solução. Como não deixar me levar pelo cansaço e mau humor? Como não descarregar tudo isso no meu filho? Como não deixar o dia dele cinza? Como não cair na tentação de deixá-lo na frente da TV pra eu conseguir fazer alguma coisa ou para descansar? Terei que aprender. Terei que olhar pra ele mais e mais. Terei que me policiar e lembrar que ele é apenas um bebê descobrindo o mundo e que tudo bem ele sujar e bagunçar tudo logo depois de eu ter acabado de limpar. Terei que não me incomodar com a bagunça. Terei que largar a casa e brincar com ele. Terei que viver! A vida não pode esperar eu lavar uma louça ou passar uma vassoura na casa. A casa pode esperar. Minha vida não! Meu filho não! Ele é a minha vida pulsando bem diante dos meus olhos. Ele merece ser feliz. Nós merecemos! Apesar da louça, da roupa, do quintal, da…

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Sou Simone Cortez, escritora, psicóloga clínica e intercultural, consultora materna e familiar.  

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