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Método BLW

Atualizado: 4 de out. de 2024


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Arquivo pessoal – Alexandre com quase 7 meses (2014)


Quando eu era pequena eu comia mal, pelo menos essa era visão da minha mãe e de todos a minha volta. Segui assim na adolescência e na fase adulta.  Eu comia pouco e preferia as besteiras. Mas eu comia!!! Só não comia a quantidade que gostariam que eu comesse.

Fiquei diversas vezes de castigo, várias chantagens, brigas e discussões pra que eu comece. E quando eu finalmente cresci e ninguém mais poderia me deixar de castigo por comer pouco, faziam observações de como eu comia pouco, me ofereciam insistentemente pra eu comer mais um pouquinho e isso me tirava de vez o apetite. Era só alguém falar: “vai comer só isso? ” ou “come mais um pouco” eu perdia totalmente o interesse e a vontade de comer.

Antes mesmo de engravidar eu sabia que não repetiria isso com o meu filho, mas ainda não conhecia o método BLW. Eu só tinha a certeza que eu o amamentaria e que se chegasse no momento de comer ele não quisesse comer eu deixaria ele em paz, porque de fome ele não morreria.

Pois bem, me envolvi com o universo da maternidade ativa, fiz cursos de educadora perinatal e doula e engravidei. Numa dessas pesquisas sobre o universo materno cheguei ao método e fui ver do que se tratava. Assisti a alguns vídeos no youtube de bebezinhos comendo comida e não papinhas, com as mãos e no tempo deles. Pronto! Me encantei e achei o que eu queria para o meu filho. Fui conversando com o meu marido e mostrando os vídeos e ele concordou que seria o ideal e mais natural mesmo. Não se opôs.

Quando o Alexandre estava próximo dos 6 meses de idade, fase em que começa a introdução alimentar, eu fui fazer um curso com a Fabiolla Duarte, o Colher de Pau, sobre introdução alimentar. Mas eu nem sabia que ela falaria de BLW. Fui mais para saber que tipo de alimentos, como melhorar as refeições. E aí no curso dela, ela falou um pouco sobre o método e eu me senti mais segura ainda em segui-lo.

E foi assim, desde a primeira vez que o Alexandre experimentou um alimento, foi em pedaço grande, no tempo dele, na quantidade que ele queria.

No começo, os pedaços dos alimentos tem que ser grandes pra que o bebê possa segurar e lamber, experimentar e brincar com a comida.

Fui disponibilizando os alimentos, melhorei a alimentação daqui de casa e sempre sentamos a mesa juntos, pelo menos, sempre eu e ele. Ele segue os horários da casa e come o que está servido. O que quiser e a quantidade que quiser.

Nem sempre me mantive tão segura, algumas vezes me questionei se ele não deveria comer mais, fraquejei algumas vezes, mas era só olhar pra mim e me perguntar de onde vinha essa insegurança, e logo eu percebia que não vinha dele. Vinha de alguns pitacos como: “esse menino vai comer com as mãos até quando?” “não é perigoso ele engasgar?”.

Com relação ao engasgo, nunca tive medo, pois me informei muito. Se cortarmos o alimento no tamanho certo, servirmos na textura certa e confiarmos na natureza, não tem problema. Eles sabem desengasgar. Claro que sempre estava de olho e junto com ele. Deixar um bebê se alimentar sozinho, sem supervisão é perigoso. E os verdadeiros engasgos são raros e são por alimentos que tem tamanho e texturas com maior potencial de engasgo para determinadas idades.

Hoje em dia o Alexandre está com 2 anos. Come com as mãos, com garfo, com colher. E come de tudo. Tem suas preferências e alimentos que não gosta e pronto. Ainda mama no peito em livre demanda e permanece um menino magro, saudável e muito esperto. E eu tenho sempre que pensar em cada vez mais melhorar a nossa alimentação, porque exemplo é tudo né? E lembrar sempre que quando bater insegurança, olhar pra dentro de mim e ver de onde ela vem.

Simone

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Sou Simone Cortez, escritora, psicóloga clínica e intercultural, consultora materna e familiar.  

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