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É chegada a hora?

Atualizado: 4 de out. de 2024


Nos últimos tempos, não sei bem precisar desde quando, estou achando que o meu filho anda precisando explorar novos ares, novas possibilidades e novos ambientes.

Será que é chegada a hora de ir pra escola? Fico pensando como fazer essa transição da casa para o mundo. Sempre pensei em colocá-lo aos três anos de idade (hoje ele está com quase dois) em uma escola Waldorf. Já sei até para qual ele irá. Conheço algumas mães que tem filhos lá, e pelo perfil delas, não seremos obrigados a virar uma espécie de Amishs (brincadeira).

Até hoje o Alexandre ficou em casa comigo e esporadicamente com alguma cuidadora de confiança, mas basicamente a sua rotina é de casa pra pracinha e da pracinha pra casa. Sinto que foi muito importante esse tempo em casa sob os meus cuidados. Na praça ele fez amizades. Conheceu um pouquinho do que é o mundo fora da sua casa. Já está começando a brincar junto com algumas crianças e a interagir mais efetivamente com elas.

Estou percebendo que o meu repertório e paciência estão se esgotando. Na verdade fico em dúvida se é a minha paciência em estar 24 horas por dia com ele que está limitando o meu repertório de interações, ou se é a falta de repertório que está influenciando na paciência. Ou tudo junto e misturado, o que eu acho que é o mais provável.

Pensei em algumas possibilidades: inscrever ele em alguma recreação, um ou dois dias por semana para que ele possa explorar novos ambientes, interagir e conhecer outras crianças. Mas aí resolveria o “problema” dele, que é aumentar o leque de atividades na vidinha dele. Mas não resolveria o meu, que é ter um tempo só pra mim. Pois nesses espaços eu teria que ficar com ele, ou contratar alguém para acompanhá-lo. Aí ficaria quase o valor de uma escola por meio período.

Outra saída que surgiu, seria uma creche domiciliar na casa de uma vizinha. Teriam outras crianças da mesma idade, sob os cuidados de dois educadores. Seria uma possibilidade, mas que já foi descartada pois não achei que seria uma boa ideia para nós. Não me senti segura no ambiente. Eles teriam que adaptar o local mais do que eles acham que tem necessidade para que eu topasse deixar meu filho lá sem mim. São pessoas ótimas, educadores de qualidade, mas eu não me senti segura. Então, essa ideia já foi descartada.

Refletindo aqui com os meus botões, fiquei pensando se não seria uma boa ideia já colocá-lo na escola logo de uma vez, sem essa de uma transição mais lenta. Não sei ainda. Estou pensando. Pesando prós e contras, inclusive financeiros.

Nunca curti muito essa ideia de que temos que fazer mil e uma atividades com os filhos, de que eles precisam socializar, precisam ser estimulados e etc. Não até essa idade, pelo menos. Acredito que um bebê que está na vida com a gente, participando da rotina da casa, da família, já está sendo muito bem estimulado. Um ambiente em casa que eles possam explorar, com segurança, já proporciona todos os estímulos para o desenvolvimento deles. E quanto a socialização, até os dois anos de idade, ela acontece naturalmente também. Pois eles não brincam juntos. Eles brincam lado a lado. Saindo de casa, indo na casa das pessoas, indo no mercado, na praça, no parque, eles já estão socializando e vendo gente com a cara diferente da nossa. Enfim, são muitas as possibilidades de socialização no dia a dia de um bebê. Por isso a minha ideia de até os dois anos ficar sob os meus cuidados e a partir de então, colocá-lo em alguma atividade, natação, música… E com três anos ele ingressaria na escola. Mas como nem tudo são flores, tem a questão financeira. Uma recreação, mais uma babá para acompanhá-lo para que eu possa ter um tempo de folga, acaba saindo mais caro do que uma escola meio período.

Ao mesmo tempo, olho para o meu filho e enxergo uma criança que está crescendo, mas que pra mim ainda é meu bebezinho. Oh! Dúvida cruel. Jogo no mundo ou ainda fico chocando em casa?

Pensando aqui… Quando decidir volto para contar.

E aí, como foi com vocês?

Simone

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Sou Simone Cortez, escritora, psicóloga clínica e intercultural, consultora materna e familiar.  

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